foto: Agência Carta Maior
A invasão de Gaza pelo exército israelense prossegue, fazendo com que o número de vítimas aumente exponencialmente - como era de se esperar, com as batalhas chegando às áreas mais povoadas: o número de mortos, enquanto escrevo esse texto, já ultrapassa os 770, em duas semanas de conflito.
Informações desencontradas até mesmo em relação a esses números, ataques judeus ocorrendo durante períodos de cessar-fogo, escolas e comboios das Nações Unidas bombardeados, inocentes vitimados... Enfim, todo o caos que somente um massacre como o que estamos presenciando é capaz de provocar.
As manifestações pelo mundo se espalham, e até mesmo no Brasil, depois de um início silencioso, começam a ocorrer contra a política do governo de Israel, fazendo com que a antipatia por esse país aumente perigosamente pelo mundo devido às suas atitudes irresponsáveis e belicistas.
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Israel, talvez por toda a história de sofrimento e tragédia por que passou seu povo, particularmente durante a ascensão dos governos fascistas, se acha agora numa espécie de “direito histórico” de se impor sobre outros povos do mundo, como se tivesse, agora, o direito a isso por tudo que ocorreu no passado. Por essa razão, talvez, é que o governo israelense tenha se ofendido tanto com a comparação que fez um representante do Vaticano entre o atual massacre de palestinos em Gaza e o holocausto: Israel quer o “direito ao holocausto” somente para si, para justificar seus incontáveis ataques a diversos países do Oriente Médio nos últimos 50 anos, não querendo perceber que o que faz se utiliza da mesma covardia para atacar um grupo inimigo que se infiltra numa população inocente, e que cuja incapacidade de se defender salta aos olhos.
Há quem diga também que Israel quer se aproveitar dos últimos dias de governo Bush, a partir de quando talvez não tenha mais apoio incondicional dos EUA, para suas ações. Nessa contagem regressiva, estaria tentando se utilizar da capacidade enorme de seu arsenal para causar o maior estrago possível nas instalações do Hamas - até que o tão esperando cessar-fogo chegue, principalmente, em virtude da pressão internacional. Enquanto isso, a população palestina segue sendo arrogantemente assassinada, chocando cada vez mais a todos, até mesmo para um lugar onde a morte é tão comum e corriqueira.

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