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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Separatismo em voga?

Parece que sim.
Pelo menos é o que tenta fazer o Movimento Pró-República Rio Grandense, que, ao contrário do que se via há uns anos, parece ter um caráter um pouco mais sério, com princípios mais humanitários.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aumento para a Governadora!

Enquanto o pau segue quebrando no RS em virtude dos desvios do Detran e em plena crise financeira do Estado, a Assembléia Legislativa aprovou ontem o aumento de 143% do salário da governadora, que passará de R$ 7 140, 70 para R$ 17 343, 14.
A partir disso, também estão previstos aumentos de 89% para os salários do vice-governador e dos secretários estaduais.
Detalhe: servidores dos presídios gaúchos seguem em greve, desejando 20% de aumento de seus rendimentos. Para eles, claro, o aumento foi negado.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mídia Mentirosa

Meu amigo Rodrigo Cardia, em seu blog Cão Uivador, tem chamado a atenção para a forma como a imprensa nacional tem tratado da crise que envolve o atual governo gaúcho, da tucana Yeda Crusius.


Primeiro, foi o último Jornal do Brasil dominical:


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Busatto na CPI

A Agência Carta Maior, pela sua TV on line, está transmitindo ao vivo o depoimento de Cézar Busatto (PPS) na CPI do Detran. Assista por aqui.

sábado, 7 de junho de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Separatismo: Um Debate Necessário?

Não é de há pouco que se conhecem rumores acerca de idéias de separação do RS do restante do Brasil, na constituição deste numa nova nação. Esse tipo de pensamento é comum e corriqueiro lá no meu estado, e, pelo que descobri surpresamente, também aqui, em Juiz de Fora, e, por analogia que faço irresponsavelmente, pelo que parece, no restante do país. Também é sabido de todos nós que essa discussão sempre foi encarada mais como forma de chiste que com seriedade, não se tornando nenhuma força política de expressão atualmente.

Isso é assim, porém, somente nas últimas décadas. O RS, durante toda sua formação histórica, teve em seus interesses econômicos e sociais aspectos muito diferentes dos existentes no restante do país. A maior expressão disso ocorreu em relação ao charque, de cuja proteção do mercado implicou diretamente em conflito com as demais oligarquias nacionais, e que teria como cume o estouro da Revolução Farroupilha, que pôs em guerra as elites gaúchas e as nacionais durante 10 anos (1835-1845), na maior guerra civil da história do Brasil. Todo esse processo, embora longínquo, deixou, como todo processo histórico deixa invariavelmente, marcas na formação social dos gaúchos, expressas principalmente pelo caráter folclórico que tal fato tem no calendário do RS.

Agora, tendo a oportunidade de morar noutra cidade, fora do RS, pela primeira vez, tive a surpresa de ver que tais marcas que nos separam, não causadas de forma direta por questões históricas de que tratei, mas talvez por outras sobre as quais não sei argumentar, também são presentes aqui. Sinto que diferenças culturais são manifestadas além de hábitos simples, mas também em concepções de país e de sociedade - o que me faz crer que (de maneira imprecisa, é verdade), se um plebiscito fosse feito em todo o Brasil acerca da separação do RS, talvez os votos pelo “sim” fossem mais numerosos aqui que no meu estado.

Nunca fui e não sou separatista, e nem quero incentivar movimentos nesse sentido. A diferença é que, hoje, esse debate teria mais lógica para mim. E, dentre as opções das pesquisas de opinião, seria um “indeciso”, pois penso mais nessa questão do que noutros tempos.

Não sei se nossa sociedade, ainda jovem na democracia, está preparada para questões como tal. No entanto, questionar mais esses aspectos, com ponderação e sem bairrismos (da nossa ou de quaisquer outras partes), pode ser importante para que nós, gaúchos, nos localizemos dentro do contexto nacional. Porque mais que interesses econômicos, políticos e sociais em comum, a formação de um país ocorre via afinidade ideológica e moral, cuja existência no Brasil não tem me parecido clara ultimamente.

domingo, 16 de março de 2008

O Escravismo no RS

Enquanto me graduava na UFRGS, tive a oportunidade e satisfação de ser bolsista de iniciação científica junto ao Prof. Dr. Luiz Paulo Ferreira Nogueról e outros colegas meus, com quem pesquisava acerca de história econômica, principalmente do escravismo no RS durante o século XIX, com base em fontes primárias.

Durante esse tempo, nos foi possível elaborar alguns trabalhos, dentre os quais o que está disponível integralmente aqui. Trata-se de uma análise econométrica do impacto que a proximidade do RS à fronteira com os países do Prata teria sobre a forma através da qual a escravidão se procedeu nesse Estado, contestando a historiografia local que diz que essa questão geo-política seria uma das razões pelas quais o escravismo teria sido de difícil aplicação no RS.

Sua idéia é a de que, caso a proximidade com a fronteira influisse sobre o escravismo, isso teria que se refletir nos preços dos escravos da região mais próxima aos demais países - no caso, a comarca de Bagé. Isso se avaliou através da inclusão de uma variável dummy na formação de tais preços, a considerando 1 caso o escravo fosse dessa comarca.

Contando o final: a variável dummy se mostrou não singnificativa, o que indica que, ao contrário do que muitas vezes se pensa, o fato do RS se localizar perto da fronteira com outros países não teria sido um impecilho à existência do escravismo nesse Estado.

Algumas hipóteses que explicam isso, e evidências que apontam que, também contra o que geralmente se pensa, a criação de gado e o escravismo não eram incompatíveis, se encontram no texto, cuja leitura recomendo.